Desde que o homem é homem, o mundo nunca esteve livre de guerras ou
conflitos – nem por um segundo. Disputa por território, combate às drogas,
diferenças étnicas, religiosas, econômicas e culturais estão invariavelmente
entre as principais causas.
Só na guerra da Síria, em um intervalo de cinco anos mais de 400 mil
pessoas já perderam a vida. Fora isso, estima-se que outros 50 países do mundo
estejam em guerra ou vivendo algum conflito sangrento.
Se você tem a impressão de que vivemos em um mundo pacífico, repense. O
mapa de conflitos e guerras é muito maior do que imaginamos.
Os dez países mais letais do planeta são, hoje:Síria, Afeganistão, Iraque, Nigéria, México
,Iêmen, Paquistão,Ucrânia ,Somália,Sudão do Sul.
O pior: a qualquer momento podem estourar novos (ou antigos) conflitos envolvendo:
Estado Unidos e Rússia, Coreia do Norte, Israel e Palestina, instabilidade política no Egito, Avanço do Estado Islâmico
O mundo está de olho também na situação dos refugiados. Há risco de eclodir
problemas sérios decorrentes do imenso fluxo de pessoas na União Europeia,
ataques terroristas isolados e reação da sociedade civil. Uma triste
observação: o Brasil, embora não apareça oficialmente nas estatísticas de
guerra, matou mais que a Síria em 2015. Enquanto no país do oriente médio 55
mil pessoas foram assassinadas naquele ano, por aqui o número foi de
assustadores 58 mil homicídios.
Estados Unidos e os Conflitos
Não se pode dizer em conflitos mundiais sem mencionar os
EUA, que desde a 1ª Guerra Mundial marca presença em todos.
A luta pela independência norte-americana, no século XVIII,
é um marco de afirmação da república e da democracia (no modelo capitalista
liberal) no mundo contemporâneo. Ao lado disso, os EUA têm uma história de
extermínio dos povos indígenas e de discriminação racial, que atinge em
particular os negros descendentes de escravos e os hispânicos de origem
latino-americana.
O PIB do país é o maior do mundo. Sozinha, a nação é
responsável por mais de um quarto da produção econômica mundial, o que lhe
garante posição central no comércio e no sistema financeiro internacionais.
Também oferece um elevado padrão de vida à população, com o terceiro mais alto
índice de desenvolvimento humano (IDH) – atrás apenas do Canadá e da Noruega –
e uma das maiores rendas per capita do mundo. Com base em seu poderio, os EUA
atuam em conflitos por todo o planeta.
Guerra na Síria
A guerra na Síria teve seu início em 2011, durante o ápice
da Primavera Árabe, onde as populações de países árabes se revoltaram contra
seus governantes. No dia 15 de março de 2011 o levante começou pacífico, contra
o regime de Bashar Al-Assad, após quatro meses de manifestação pacífica, os
manifestantes reprimidos recorreram à luta armada contra o ditador. Em 2012 o
conflito se tornou tão grande que a ONU classificou como guerra civil.
O que acontece hoje na Rússia é uma “mini guerra mundial”,
forças locais, regionais e internacionais lutam e se confundem.
Os Estados Unidos apoiam os rebeldes e um novo governo, são
totalmente contra o ditador Bashar Al-Assad. Já a Rússia apoiam o ditador e
usam seu exército para combater grupos rebeldes. A população formou milícias
para combater o exército e grupos terroristas aproveitam a desordem para tomar
territórios.
Ou seja, hoje, a Síria não é de ninguém e ao mesmo tempo é
de todo mundo.
Guerra do Afeganistão
Após os ataques terroristas em território norte-americano
contra edifícios-símbolo como o Pentágono e o World Trade Center e em meio ao
caos, o governo de George W. Bush acusou Osama bin Laden, líder do grupo ou
rede terrorista Al Qaeda de ser o responsável pelos atentados, exigindo que o
governo do Taleban, aliado da Al Qaeda, entregasse Osama bin Laden às
autoridades norte-americanas. Como o pedido não foi aceito pelo governo afegão,
tropas dos EUA e do Reino Unido invadiram o país em outubro de 2001 no que
ficou conhecido como a Guerra do Afeganistão.
Guerra da Coreia
A Guerra da Coreia (1950 a 1953) foi o primeiro conflito
importante do período geopolítico da Guerra Fria (Ordem Mundial Bipolar),
opondo norte-americanos e soviéticos, que concordaram em dividir a península
pelo paralelo 38° N, após a derrota e saída dos japoneses.
Os soviéticos ficaram com a porção norte, e os
norte-americanos, com a porção sul, o que gerou dois países – Coreia do Norte
(socialista) e Coreia do Sul (capitalista); essa divisão é entendida por alguns
cientistas políticos como a última fronteira da Guerra Fria que ainda resiste.
Em junho de 1950, a guerra teve início com as tropas
norte-coreanas invadindo a Coreia do Sul, chegando a dominar quase que
totalmente o território sul-coreano.
Em setembro de 1950, os EUA entraram na guerra a favor dos
sul-coreanos, com aval da ONU, formando uma contraofensiva com os sul coreanos
que rechaçaram as tropas inimigas.
Com a presença de tropas norte-americanas e sul-coreanas no
território norte-coreano, a China entrou na guerra, em novembro de 1950;
temendo uma invasão de seu território, fez uma contraofensiva com as tropas
norte-coreanas.
Conflitos na África
Os conflitos na África são consequências do colonialismo,
que se intensificou no período da Guerra Fria. Entre os conflitos ocorridos nas
últimas décadas destacam-se alguns, como veremos a seguir.
Assim, sem a ajuda das grandes potências, o poder dos
antigos aliados foi fragilizado, os quais passaram a ser hostilizados por seus
inimigos tradicionais, transformando o continente africano em um caos político
de imprevisíveis consequências.
Somália
Na Somália, no final dos anos setenta, tropas da Somália
invadem Ogaden, região da Etiópia habitada por somalis. A invasão foi rechaçada
em 1978 pelos etíopes, mas o conflito que ficou conhecido como “Guerra no
Chifre da África” (nome da região) arrastou-se em combates esparsos até 1988,
quando um tratado de paz incorporou definitivamente a região de Ogaden à
Etiópia.
O conflito trouxe graves problemas sociais e econômicos à
Somália que incluíram a absorção de cerca de um milhão de refugiados que viviam
em Ogaden. As crises desse conflito aliadas ao fim da Guerra Fria determinaram
a eclosão de rebeliões que acabaram por depor em 1991, o general Siad Barre,
que estava no governo desde 1969. As facções rebeldes tomaram o poder, mas não
chegaram a um acordo político para a formação de um novo governo, provocando um
caos social e econômico.
Essa situação interna, aliada a uma seca prolongada, levou
grande parte da população somali ao estado de miséria absoluta, provocando a
intervenção da ONU, em 1993. Apesar dessa interferência, os conflitos internos
continuam até hoje.
Etiópia
Na Etiópia, a desarticulação econômica e política foi mais
grave. Os males gerados pelo conflito com a Somália foram agravados pelo
confronto interno com os eritreus. Incorporada ao território etíope desde o
final do século XIX, a Eritreia se tornou independente da Etiópia em 1993. Os
dois conflitos associados à ocorrência de uma prolongada seca no país (como na
Somália), provocaram a morte de aproximadamente dois milhões de habitantes.
Angola
Em Angola, a luta pela independência teve início em 1960,
sendo conquistada somente em 1975. As três facções que lutavam pela
independência passaram a disputar o poder entre si, dando início a uma guerra
civil.
Esse conflito teve início no contexto da Guerra Fria,
envolvendo as grandes potências. A UNITA (União Nacional para Independência
Total da Angola) recebeu ajuda dos Estados Unidos, da África do Sul e da
França; a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola) foi extinta no
início dos conflitos, também de direita. O MPLA (Movimento Popular de
Libertação de Angola) recebeu apoio da URSS e de Cuba. O conflito dividiu o
país, desarticulando toda a sua estrutura econômica. Foi uma guerra bastante
violenta.
Conflitos na Angola.
Guerra de Angola, que recrutou meninos de até 15 anos para
substituírem milhares de mortos e inválidos.
Moçambique
Moçambique se tornou independente de Portugal em 1975, e o
poder central passou a ser apoiado pela ex-URSS através da Frente de Libertação
de Moçambique (Frelimo). A instabilidade econômica favoreceu o surgimento de
uma força anticomunista, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), apoiada
pela África do Sul.
Em 1990, com o fim da Guerra Fria, a Frelimo renunciou ao
socialismo, o que não foi suficiente para desarticular as forças de oposição
lideradas pelo Renamo, que se recusava a colocar seus efetivos militares sob a
autoridade do Exército Nacional.
Guerra civil em Ruanda
O pequeno território de Ruanda (cerca de 26 mil quilômetros
quadrados) localiza-se entre a República Democrática do Congo e a Tanzânia,
tendo sido colonizado por alemães (1885-1914) e belga (1914-1963). A população
é de quase oito milhões de habitantes, dos quais 80% são hutus e 19% tutsis. A
minoria tutsi foi a escolhida pelos colonizadores para servir de intermediária
do poder colonial, acirrando a rivalidade entre os dois povos.
Em 1959, a minoria tutsi foi afastada do poder pela maioria
hutu através de uma sangrenta rebelião em que 120 mil tutsi foram exilados.
Em 2015, o Vietnã celebrou os quarenta anos do final da Guerra com os EUA, quando os norte-americanos foram expulsos do território.
Na Guerra do Vietnã, opuseram-se os militares do sul
(capitalistas e aliados dos EUA) ao Vietnã do Norte (socialista e aliado da
URSS e China) e aos vietcongues (guerrilha socialista da Frente de Libertação
Nacional, que luta pela anexação do território ao Vietnã do Norte).
Antecedentes
A reunificação do território, prevista para 1956, acabou não
ocorrendo dentro da lógica da Guerra Fria, pois o ditador Ngo Dinh Diem
proclamou a independência do Vietnã do Sul, impedindo as eleições que
aconteceriam para a reunificação do território, o que foi apoiado pelos EUA,
que temiam a vitória dos socialistas liderados por Ho Chi Minh, o que geraria a
teoria do dominó: a vitória dos socialistas contaminaria as outras nações.
Causas da Guerra
Em 1957, os vietcongues realizaram ataques a bases militares
no Vietnã do Sul, governado pelo ditador Diem, que chegara ao poder após golpe
militar, em 1955, contra o rei Bao Dai.
Em 1959, os guerrilheiros comunistas atacaram uma base
norte-americana que existia no Vietnã do Sul, apoiados por Ho Chi Minh,
governador do Vietnã do Norte, e pelos soviéticos, deflagrando a guerra.
Noticias relacionadas:
-Quatro países onde a guerra é o dia-a-dia
-Os conflitos alimentados pela disputa por petróleo no mundo
-Os conflitos alimentados pela disputa por petróleo no mundo

Nenhum comentário:
Postar um comentário