domingo, 5 de novembro de 2017

A era Conflitos mundiais

Desde que o homem é homem, o mundo nunca esteve livre de guerras ou conflitos – nem por um segundo. Disputa por território, combate às drogas, diferenças étnicas, religiosas, econômicas e culturais estão invariavelmente entre as principais causas.


Só na guerra da Síria, em um intervalo de cinco anos mais de 400 mil pessoas já perderam a vida. Fora isso, estima-se que outros 50 países do mundo estejam em guerra ou vivendo algum conflito sangrento. 
Se você tem a impressão de que vivemos em um mundo pacífico, repense. O mapa de conflitos e guerras é muito maior do que imaginamos. 


Os dez países mais letais do planeta são, hoje:Síria, Afeganistão, Iraque, Nigéria, México
,Iêmen, Paquistão,Ucrânia ,Somália,Sudão do Sul.
  
O pior: a qualquer momento podem estourar novos (ou antigos) conflitos envolvendo:
Estado Unidos e Rússia, Coreia do Norte, Israel e Palestina, instabilidade política no Egito, Avanço do Estado Islâmico
O mundo está de olho também na situação dos refugiados. Há risco de eclodir problemas sérios decorrentes do imenso fluxo de pessoas na União Europeia, ataques terroristas isolados e reação da sociedade civil. Uma triste observação: o Brasil, embora não apareça oficialmente nas estatísticas de guerra, matou mais que a Síria em 2015. Enquanto no país do oriente médio 55 mil pessoas foram assassinadas naquele ano, por aqui o número foi de assustadores 58 mil homicídios.

Estados Unidos e os Conflitos

Não se pode dizer em conflitos mundiais sem mencionar os EUA, que desde a 1ª Guerra Mundial marca presença em todos.

A luta pela independência norte-americana, no século XVIII, é um marco de afirmação da república e da democracia (no modelo capitalista liberal) no mundo contemporâneo. Ao lado disso, os EUA têm uma história de extermínio dos povos indígenas e de discriminação racial, que atinge em particular os negros descendentes de escravos e os hispânicos de origem latino-americana.

O PIB do país é o maior do mundo. Sozinha, a nação é responsável por mais de um quarto da produção econômica mundial, o que lhe garante posição central no comércio e no sistema financeiro internacionais. Também oferece um elevado padrão de vida à população, com o terceiro mais alto índice de desenvolvimento humano (IDH) – atrás apenas do Canadá e da Noruega – e uma das maiores rendas per capita do mundo. Com base em seu poderio, os EUA atuam em conflitos por todo o planeta.


Guerra na Síria

A guerra na Síria teve seu início em 2011, durante o ápice da Primavera Árabe, onde as populações de países árabes se revoltaram contra seus governantes. No dia 15 de março de 2011 o levante começou pacífico, contra o regime de Bashar Al-Assad, após quatro meses de manifestação pacífica, os manifestantes reprimidos recorreram à luta armada contra o ditador. Em 2012 o conflito se tornou tão grande que a ONU classificou como guerra civil.


O que acontece hoje na Rússia é uma “mini guerra mundial”, forças locais, regionais e internacionais lutam e se confundem.

Os Estados Unidos apoiam os rebeldes e um novo governo, são totalmente contra o ditador Bashar Al-Assad. Já a Rússia apoiam o ditador e usam seu exército para combater grupos rebeldes. A população formou milícias para combater o exército e grupos terroristas aproveitam a desordem para tomar territórios.

Ou seja, hoje, a Síria não é de ninguém e ao mesmo tempo é de todo mundo.


Guerra do Afeganistão

Após os ataques terroristas em território norte-americano contra edifícios-símbolo como o Pentágono e o World Trade Center e em meio ao caos, o governo de George W. Bush acusou Osama bin Laden, líder do grupo ou rede terrorista Al Qaeda de ser o responsável pelos atentados, exigindo que o governo do Taleban, aliado da Al Qaeda, entregasse Osama bin Laden às autoridades norte-americanas. Como o pedido não foi aceito pelo governo afegão, tropas dos EUA e do Reino Unido invadiram o país em outubro de 2001 no que ficou conhecido como a Guerra do Afeganistão.


Guerra da Coreia

A Guerra da Coreia (1950 a 1953) foi o primeiro conflito importante do período geopolítico da Guerra Fria (Ordem Mundial Bipolar), opondo norte-americanos e soviéticos, que concordaram em dividir a península pelo paralelo 38° N, após a derrota e saída dos japoneses.

Os soviéticos ficaram com a porção norte, e os norte-americanos, com a porção sul, o que gerou dois países – Coreia do Norte (socialista) e Coreia do Sul (capitalista); essa divisão é entendida por alguns cientistas políticos como a última fronteira da Guerra Fria que ainda resiste.
Em junho de 1950, a guerra teve início com as tropas norte-coreanas invadindo a Coreia do Sul, chegando a dominar quase que totalmente o território sul-coreano.
Em setembro de 1950, os EUA entraram na guerra a favor dos sul-coreanos, com aval da ONU, formando uma contraofensiva com os sul coreanos que rechaçaram as tropas inimigas.
Com a presença de tropas norte-americanas e sul-coreanas no território norte-coreano, a China entrou na guerra, em novembro de 1950; temendo uma invasão de seu território, fez uma contraofensiva com as tropas norte-coreanas.


Conflitos na África

Os conflitos na África são consequências do colonialismo, que se intensificou no período da Guerra Fria. Entre os conflitos ocorridos nas últimas décadas destacam-se alguns, como veremos a seguir.

Resultado de imagem para conflitos mundiaisCom o fim da Guerra Fria e do mundo bipolar (socialismo X capitalismo), na década de 1980, grandes transformações ocorreram no Leste Europeu: o alinhamento político dos países africanos não mais interessou às superpotências, que suspenderam qualquer tipo de ajuda aos seus antigos aliados.

Assim, sem a ajuda das grandes potências, o poder dos antigos aliados foi fragilizado, os quais passaram a ser hostilizados por seus inimigos tradicionais, transformando o continente africano em um caos político de imprevisíveis consequências.
Somália

Na Somália, no final dos anos setenta, tropas da Somália invadem Ogaden, região da Etiópia habitada por somalis. A invasão foi rechaçada em 1978 pelos etíopes, mas o conflito que ficou conhecido como “Guerra no Chifre da África” (nome da região) arrastou-se em combates esparsos até 1988, quando um tratado de paz incorporou definitivamente a região de Ogaden à Etiópia.

O conflito trouxe graves problemas sociais e econômicos à Somália que incluíram a absorção de cerca de um milhão de refugiados que viviam em Ogaden. As crises desse conflito aliadas ao fim da Guerra Fria determinaram a eclosão de rebeliões que acabaram por depor em 1991, o general Siad Barre, que estava no governo desde 1969. As facções rebeldes tomaram o poder, mas não chegaram a um acordo político para a formação de um novo governo, provocando um caos social e econômico.

Essa situação interna, aliada a uma seca prolongada, levou grande parte da população somali ao estado de miséria absoluta, provocando a intervenção da ONU, em 1993. Apesar dessa interferência, os conflitos internos continuam até hoje.
Etiópia

Na Etiópia, a desarticulação econômica e política foi mais grave. Os males gerados pelo conflito com a Somália foram agravados pelo confronto interno com os eritreus. Incorporada ao território etíope desde o final do século XIX, a Eritreia se tornou independente da Etiópia em 1993. Os dois conflitos associados à ocorrência de uma prolongada seca no país (como na Somália), provocaram a morte de aproximadamente dois milhões de habitantes.
Angola

Em Angola, a luta pela independência teve início em 1960, sendo conquistada somente em 1975. As três facções que lutavam pela independência passaram a disputar o poder entre si, dando início a uma guerra civil.

Esse conflito teve início no contexto da Guerra Fria, envolvendo as grandes potências. A UNITA (União Nacional para Independência Total da Angola) recebeu ajuda dos Estados Unidos, da África do Sul e da França; a FNLA (Frente Nacional para a Libertação de Angola) foi extinta no início dos conflitos, também de direita. O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) recebeu apoio da URSS e de Cuba. O conflito dividiu o país, desarticulando toda a sua estrutura econômica. Foi uma guerra bastante violenta.
Conflitos na Angola.
Guerra de Angola, que recrutou meninos de até 15 anos para substituírem milhares de mortos e inválidos.
Moçambique

Moçambique se tornou independente de Portugal em 1975, e o poder central passou a ser apoiado pela ex-URSS através da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). A ins­tabilidade econômica favoreceu o surgimento de uma força anticomunista, a Resistência Na­cional Moçambicana (Renamo), apoiada pela África do Sul.

Em 1990, com o fim da Guerra Fria, a Frelimo renunciou ao socialismo, o que não foi suficiente para desarticular as forças de oposição lideradas pelo Renamo, que se recusava a colocar seus efetivos militares sob a autoridade do Exército Nacional.

Guerra civil em Ruanda

O pequeno território de Ruanda (cerca de 26 mil quilômetros quadrados) localiza-se entre a República Democrática do Congo e a Tanzânia, ten­do sido colonizado por alemães (1885-1914) e belga (1914-1963). A população é de quase oito milhões de habitantes, dos quais 80% são hutus e 19% tutsis. A minoria tutsi foi a escolhida pelos colonizadores para servir de intermediária do poder colonial, acirrando a rivalidade entre os dois povos.

Em 1959, a minoria tutsi foi afastada do poder pela maioria hutu através de uma sangrenta rebelião em que 120 mil tutsi foram exilados.

Resultado de imagem para conflitos mundiaisA minoria tutsi, considerada a elite do país, não se conformava com o afastamento do poder, e, em razão do exílio, formaram a Frente Patriótica de Libertação e passaram a lutar abertamente pela reconquista do poder político. No início dos anos 1990, os tutsis da Frente Patriótica provenientes de Uganda, onde se refugiavam, invadiram o país, gerando forte reação das forças armadas hu­tus.


Em 2015, o Vietnã celebrou os quarenta anos do final da Guerra com os EUA, quando os norte-americanos foram expulsos do território.

Na Guerra do Vietnã, opuseram-se os militares do sul (capitalistas e aliados dos EUA) ao Vietnã do Norte (socialista e aliado da URSS e China) e aos vietcongues (guerrilha socialista da Frente de Libertação Nacional, que luta pela anexação do território ao Vietnã do Norte).
Antecedentes

A divisão do território pelo paralelo 17° N ocorreu após a vitória do Vietnã contra a França em 1954, ficando o Vietnã do Norte (socialista) e o Vietnã do Sul (capitalista). O Acordo de Genebra reconheceu não só a independência do Vietnã, mas também a do Camboja e do Laos.

A reunificação do território, prevista para 1956, acabou não ocorrendo dentro da lógica da Guerra Fria, pois o ditador Ngo Dinh Diem proclamou a independência do Vietnã do Sul, impedindo as eleições que aconteceriam para a reunificação do território, o que foi apoiado pelos EUA, que temiam a vitória dos socialistas liderados por Ho Chi Minh, o que geraria a teoria do dominó: a vitória dos socialistas contaminaria as outras nações.
Causas da Guerra

Em 1957, os vietcongues realizaram ataques a bases militares no Vietnã do Sul, governado pelo ditador Diem, que chegara ao poder após golpe militar, em 1955, contra o rei Bao Dai.

Em 1959, os guerrilheiros comunistas atacaram uma base norte-americana que existia no Vietnã do Sul, apoiados por Ho Chi Minh, governador do Vietnã do Norte, e pelos soviéticos, deflagrando a guerra.


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